quinta-feira, janeiro 15, 2009

novas formas de solidão no mundo moderno (xsiviiix): tentando chamar a atenção no orkut

sentindo-me carente de atenção esses tempos, e constatando que quase ninguém me ligava, mandava e-mails ou dava qualquer sinal de vida, elocubrei um plano genial ao ver a minha namorada fuçando na vida dos outros no orkut e ver que o monstro da telinha azul agora tinha aprendido a avisar todos os meus amigos sobre atualizações no meu perfil.
vou trocar o meu perfil para "solteiro", pensei. Assim todos vão se preocupar comigo, me ligar pra ver se eu estou bem, mandar recados, ficar preocupados, espalhar boatos sobre a minha pessoa, etc. Em resumo, eu serei novamente um cara importante na vida das pessoas.
parecia um plano genial. Eu até troquei umas configurações pro troço avisar toda a minha lista de amigos, avisar quem entrou no meu perfil, etc., etc. E a vanessa ficou superentusiasmada porque ia descobrir "todas essas putinhas que vão começar a te mandar recados". Enfim, uma idéia brilhante como eu não tinha há tempos.
ou não.
pois hoje, passada umas duas semanas da experiência, sou forçado a constatar decepcionado que ninguém percebeu. Sério. Bom, pra não mentir, uma única pessoa obsessivamente cibernética chegou a perguntar a respeito (e logo descobriu que era mentira). Mas de resto, o troço continua às moscas como sempre, com seis visitas no tal perfil na última semana. E eu não pareço ter ganho uma única ligação a mais no celular com esse esforço todo. Pra não falar em cafuné.
mas enfim, talvez ser solteiro não seja uma notícia tão significativa. Provavelmente na semana que vem vou tentar trocar o item "orientação sexual" para "gay", pra ver se chama mais a atenção. Mas já de antemão suspeito que o fracasso vai ser tão retumbante quanto. Sei lá, no fundo talvez a melancia no pescoço ainda seja a minha melhor opção.

2 comentários:

Dona Paula. disse...

opa, temos um vencedor para o prêmio pobre bicho de janeiro de 2009. a cerimônia acontecerá na próxima vez que formos à espel.

olavo disse...

yes! Eu sabia que em algum momento essa história ia me render algum cafuné :)