coisas como essa me fazem querer devolver minha carteirinha de homo sapiens. Seja lá de que espécie for essa gent..., digo, população animal, não deve ser a minha.
sábado, agosto 22, 2009
parem a espécie que eu quero descer
coisas como essa me fazem querer devolver minha carteirinha de homo sapiens. Seja lá de que espécie for essa gent..., digo, população animal, não deve ser a minha.
terça-feira, agosto 18, 2009
perro en el columpio
antes tarde e sem legendas do que nunca, taí um dos meus filhos favoritos (de paternidade dividida com o Rabin e outros amigos), filmado num sábado de sol em Barcelona, e depois premiado do outro lado do planeta e rodado pelo mundo afora. Pra mim ao menos, continua tão lindo quanto no primeiro dia.
e todos juntos somos nós uma pessoa só
cem mil amebas viram um só organismo em tempos de fome, pra poderem ir pescar pessoas em algum outro mar.
domingo, agosto 16, 2009
desconstruindo discursos (lxxxiv)
se sempre que derrubam o joão ele levanta sozinho, por que caralho ele é bobo?
sexta-feira, agosto 14, 2009
apenas mais uma teoria conspiratória
na boa, tenho a vaga sensação de que o mundo anda tentando me enganar há tempos. Porque porra, neguinho passa a vida toda lendo Dostoievski, vendo filme do Bergman e aprendendo que a vida é foda e as coisas deveriam dar errado. Mas o tempo vai passando e o mundo segue quase que só me dando alegria. Sinceramente não entendo. Só podem estar querendo me passar a perna.enfim, cada vez mais me convenço que algo nessa história não pode estar certo. E caminho na rua olhando pros lados. Feliz e tranquilo, curtindo a paisagem com apenas uma leve paranóia de fundo. Como se esperasse o momento em que o palco vá desabar revelando as entranhas. E enquanto nada acontece continuo inteiro, e me fortaleço pra hora das perdas chegarem.
terça-feira, agosto 11, 2009
sexta-feira, julho 31, 2009
de volta à sanidade, por ora
"... não é em absoluto a tarefa daqueles que estão com boa saúde ocupar-se dos doentes, curar os doentes, e isso leva a compreender também uma necessidade a mais - a necessidade de médicos e enfermeiros que eles próprios sejam doentes"
(tio Friedrich em ataque de misantropia, Zur Genealogie der Moral. Por ora, amém)
quarta-feira, julho 29, 2009
buchada de estrelas

ler jornal na web ainda é um pouco canhestro, mas em todo caso tô aqui. Com direito a riscos alheios.
sábado, julho 25, 2009
quarta-feira, julho 22, 2009
cafunés em tio julio, dessa vez em versão oficial

de tanto babar o ovo da obra do cortázar extra-oficialmente (e às vezes involuntariamente, particularmente no que eu escrevo), resolveram me convidar pra fazer isso em público, em nome da secretaria municipal da cultura. Suponho que ele mereça. Quanto a eu fazer jus, vai saber.
o sarau é parte do Festival de Inverno de Porto Alegre, e rola no Centro Municipal de Cultura (Érico Veríssimo, 307), no dia 28 de julho (terça), "das 18h30 até acabar" (nas palavras da própria organização, inspirada pelo sucesso da maratona literária). Se tiver quentão de grátis como nas últimas maratonas, eu pelo menos vou ficando.
segunda-feira, julho 20, 2009
perguntas para o caderno de cultura do seu jornal favorito
(i) agora que ioga virou coisa de dondoca, vegetarianismo virou coisa de executivos bem intencionados e a Índia virou tema de novela das oito, no que o meio pseudointelectual bichogrilo vai passar a acreditar pra se sentir diferente? Adotará o Islã? Criará uma religião nova? Enxergará extraterrestres com frequências cada vez maiores?(ii) quando a galera da classe C e D invadir o Twitter e o Facebook como fez com o Orkut, o que vai fazer a elite cibercultural do Brasil pra se sentir diferente? Criarão mais uma nova rede social completamente redundante? Ou voltarão sorrateiramente pra boa e velha tela azul, brincando de gato e rato com a ralé e trocando as cores e sites da moda circularmente a cada estação?
(iii) agora que a fotografia e o cinema digitais viraram uma obviedade e filme e película são tão úteis quanto máquinas de escrever, o que vão fazer os autodenominados fotógrafos e cineastas pra se sentirem diferentes? Fundarão uma seita de fanáticos que ingerem sais de prata em busca da imortalidade? Criarão o super 8 bluray? Ou simplesmente mentirão que alguém precisa de ainda mais pixels do que já existem, apenas pra tornar suas artes novamente inacessíveis para os amadores?
(iv) quando toda a música do mundo estiver disponível sem esforço, o que farão os órfãos da época em que se colecionava discos, que por um tempo ainda conseguiram entreter-se virando madrugadas no soulseek atrás de músicas que “ninguém mais tem” pra acumular em seus HDs? Seguirão atualizando seus perfis da last.fm? Desfilarão conhecimento enciclopédico em mesas de bar pra ouvintes cada vez menos interessados? Ou seguirão comprando vinil e jurando que é porque “o som é melhor” (e não porque o custo e a impossibilidade de cópia permitem que ele satisfaça ânsias de consumo que a música digital já não aplaca)?
(v) quando o papel e o mercado editorial morrerem, o que vai fazer a pseudointelectualidade literária pra se sentir diferente? Financiarão uma cara indústria de relíquias e sebos obscuros a exemplo do vinil? Trocarão suas bibliotecas por home theaters de última geração pra continuarem tendo com que impressionar as pessoas que vão aos seus apartamentos? Ou seguirão escrevendo uns pros outros num meio cada vez mais minguado e empoeirado entre sessões de chá de academias literárias?
enfim, não que eu esteja realmente interessado em tudo isso. Mas é só que volta e meia eu tenho a impressão legítima que a maior parte das pessoas na chamada “indústria cultural” e no dito “meio artístico” não entende em absoluto o que cultura ou arte deveriam querer dizer. E que os ditos "consumidores" da tal indústria parecem entender ainda menos. E que o que se entende por "cultura" foi se tornando ao longo da história apenas um subitem a mais do modus operandi capitalista, junto com a indústria automobilística e a decoração de interiores.
e num momento em que a indústria cultural balança na beira do abismo, é legal dar pitacos sobre pra onde a coisa vai. Minha esperança sempre foi que do mundo pós-Napster fosse emergir uma forma de se relacionar com a arte um pouco mais descolada das idéias de consumo e posse do que a atual. Mas às vezes acho que o mundo ainda é tão tacanha que mesmo depois que a indústria ruir o conceito de arte vai acabar absorvido por outra estrutura econômica qualquer, que vai seguir alimentando a vaidade das pessoas que se apinham de “cultura” pra terem algo que os outros não tem. E o que era pra ser uma forma de comunicação vai continuar sendo convertido em apenas mais uma forma de criar barreiras.
sábado, julho 11, 2009
grandes expectativas
desde pequeno eu sempre tive certeza de que ia ser alguém genial quando crescesse. E mesmo agora, trinta anos depois, essa certeza não mudou em nada. A única coisa que mudou foi que eu tenho cada vez menos convicção de que vá crescer algum dia.
sexta-feira, julho 03, 2009
opções para orelha (ii)
quinta-feira, junho 25, 2009
quando dar nome aos problemas só piora as coisas (xviii)
falando sério, alguém consegue pensar em um nome mais inadequado pra um problema relativamente simples do que "disfunção orgásmica"? Tipo, uma mulher procura o médico porque não consegue gozar com o namorado, e sai do consultório com um diagnóstico cujo nome seria mais adequado pra alguma máquina de destruição alienígena (como em "Klaxondroid, vamos acabar com esses malditos terráqueos! Ligue o raio de disfunção orgásmica!"). Eu ao menos acho que broxaria pro resto da vida depois disso.
evidências contundentes em favor do ateísmo (mdclviii)
domingo, junho 14, 2009
por outro lado...
ei, bill gates, vai tomar no cu


ok, se o corretor do Word simplesmente não entendesse pornografia ainda vá lá. Mas o fato dele entender e tentar corrigi-la é certamente um sinal do fim dos tempos. Tipo, alguma pessoa no mundo consegue conceber uma situação em que alguém estivesse escrevendo "trepar" (como em "grrr, tô morrendo de vontade de trepar contigo, minha putinha gostosa") e, sob sugestão do corretor ortográfico, pensasse "hm, de fato realmente é melhor escrever "ter relações sexuais" (como em "grrr, tô morrendo de vontade de ter relações sexuais contigo, minha putinha gostosa")?
enfim, tenha suas relações sexuais anódinas como quiser, seu monstrengo nerds de óculos. Mas deixe os meus personagens treparem em paz. Viva o plebeísmo.
quarta-feira, junho 10, 2009
breve epitáfio de um aspirante a filósofo
sempre teve curiosidade de saber se o ser e o nada acabavam juntos no final. Mas oitocentas páginas pareciam demais.
domingo, junho 07, 2009
a clarividência é a alma de todo grande plágio
meu melhor amigo nesse inverno até agora mostra que também sabia copiar o belle and sebastian. Uns vinte e cinco anos antes deles existirem, mais ou menos.
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